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A Depressão e a Falta de Sentido
Postado em 15 de Julho de 2018.

Muitas pessoas relatam os sintomas da depressão como um grande vazio existencial, como se a vida perdesse o sentido de uma maneira em geral. De alguma forma, podemos considerar a depressão como uma psicopatologia típica dos nossos tempos, o que nos leva a refletir sobre os modos e estilos de vida característicos desta época.


Sabe-se que a depressão possui um mecanismo neuroquímico bem característico, que pode ou não ser estimulado e reforçado pelos comportamentos. Assim, a grande maioria das pessoas que sofrem deste mal podem se beneficiar de um processo terapêutico no combate a estes sintomas, mas não se trata apenas de combater os sintomas, é preciso se compreender em que ponto a vida perdeu o sentido, e atacar o mal pela raiz.


Desta maneira, caímos em um questionamento filosófico mais profundo, afinal o que dá sentido para a vida humana? Muitos teóricos procuram compreender como a vida moderna nos afasta de elementos essenciais para nossa saúde, porém, não existe um consenso sobre estes aspectos. O que nos leva a concluir que não existe nenhum tipo de receita ou fórmula para a felicidade. Assim, o sentido da vida para cada um é único e particular. Como aponta Carl Jung “o homem não pode suportar uma vida sem sentido.”


A palavra sentido remete não somente aos objetivos que damos à  vida, mas no aspecto subjetivo  ao significado que representam nossas escolhas. Quando percebemos que a vida perde sentido, mesmo que inconscientemente, começamos a sentir um vazio existencial. Como consequência as coisas vão perdendo o brilho e tudo parece opaco. A vida perde literalmente o colorido.


Psicologicamente falando, dizemos que deixamos de empregar a energia psíquica (libido) nas atividades cotidianas, uma vez que não percebemos mais possibilidades de satisfação nestas práticas. Aos poucos, vamos deixando de investir a libido em nossa vida, não apenas no aspecto sexual, mas na autorrealização de uma maneira geral. O principio que atua aqui é o da conservação da energia que se baseia em economizar a libido para investir em algo mais satisfatório.


O papel da orientação psicológica neste contexto é ajudar a recuperar este sentido, percebendo fundamentalmente o significado que estas escolhas representam para cada sujeito. Esta reflexão pretende  compreender qual o simbolismo que se atribuí à vida, buscando olhar para a história pessoal de cada um. A fim de entender como ela ajudou a formar a pessoa que se é.


A partir desta análise se traça um fio condutor, que integra o passado ao presente e aponta os caminhos que farão mais sentido para esta história de vida e para cada indivíduo em particular. O que representa para a psicologia simbólica junguiana o  processo de individuação.


Por fim, como toda boa história ela precisa ser contada, é através deste discurso que o sujeito elabora a narrativa de sua vida, juntando os pontos, tecendo escolhas e atribuindo novos sentidos e significados à vida.


A importância da fala e da linguagem para a análise é fundamental, é através dela que se reatam os pontos que selam os verdadeiros compromissos com a própria vida. Por meio de uma escuta qualificada pode-se encontrar na própria fala novos caminhos, exercendo escolhas com responsabilidade e autonomia.





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